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Comunicado da Direção – 06/01/2020

Aos 15 dias do mês de dezembro, do ano de 2019, nasce a APORVAP, com o objetivo principal de defender a vaporização enquanto método de consumo de nicotina menos danoso que os produtos de tabaco.

O tabagismo é a principal causa evitável de morbimortalidade em muitos países, sendo responsável, anualmente e em Portugal, pela morte de cerca de 12.000 pessoas. Segundo os dados mais recentes, 28% dos portugueses (mais de 3 milhões) são fumadores e, a cada 50 minutos, 1 irá morrer.

Desde a chegada dos chamados vaporizadores pessoais (vulgo, cigarros eletrónicos), a dependência de nicotina atravessou uma mudança significativa, nomeadamente por se apresentarem enquanto solução que não contêm tabaco, combustão ou produção de fumo.

A APORVAP surge num momento de grande especulação e preocupação que, naturalmente, partilhamos. Produtos como os cigarros eletrónicos que, apesar de distintos da realidade convencional e de se apresentarem como menos nocivos, não são inócuos, idealmente e por motivos de saúde pública, não devem ser incentivados. Todavia, é nossa convicção que isso deixa de ser tão linear, quando passa a ser desejável um certo nível de exposição, destinado a minimizar o prejuízo, assente em hábitos com maior potencial de abuso e dano, como as soluções contendo tabaco.

Apesar de existir já uma evidência científica sustentável de que estes se apresentam como uma solução com efeitos consideravelmente menos danosos, tem existido uma tendência para a adulteração da sua génese, conceito e finalidades, comummente induzindo pânicos desnecessários e desviando a atenção para o indesejado e manifestamente calamitoso dano inerente ao tabagismo convencional.

A APORVAP saúda todas as preocupações relativas à saúde pública, mas, em simultâneo, repudia veemente quem queira tomar o todo pela parte, selecionando a evidência científica que considera mais conveniente, concluindo, de forma leviana, o que mais ninguém se atreve a concluir.

Assim, são objetivos gerais da APORVAP:

1. DEFENDER os interesses, direitos e deveres da Comunidade de Vaporizadores Portuguesa (CVP);
2. CONTRIBUIR, a nível nacional bem como internacional, para a implementação de regulamentos e leis que se revelem claras, ajustadas e em prol de toda a Comunidade;
3. PROTEGER a CVP e a vaporização, como meio de reduzir riscos de saúde, advindos da combustão ou aquecimento de tabaco;
4. INFORMAR sobre o que são vaporizadores pessoais e em que se distinguem dos produtos de tabaco convencionais;
5. REPORTAR os estudos e investigações de carácter científico e estatístico sobre os possíveis riscos e benefícios do consumo de vaporizadores pessoais a curto, médio e longo prazo;
6. AGREGAR conteúdos e informações relevantes para a CVP;
7. INCENTIVAR a cooperação com organizações similares, ou com estruturas agregadoras de associações similares a nível Mundial;
8. APELAR para as boas práticas de toda a CVP.

São seus objetivos específicos à política Portuguesa:

1. O desenvolvimento e financiamento de estudos de caracterização da CVP, que permitam elações concretas do panorama nacional, evitando inferências externas que não se enquadrem na realidade apurada;
2. O desenvolvimento e financiamento de estudos de investigação científica, relativos aos impactos da utilização de vaporizadores a nível nacional, produzindo conclusões próprias que, no que aos organismos públicos concerne, alicercem tomadas de posição futuras;
3. A distinção do enquadramento legal, entre os vaporizadores e as soluções baseadas em tabaco;
4. Colaborar com as entidades nacionais afim de fomentar boas práticas
São, a curto prazo, seus objetivos específicos:

1. Angariar fundos que possibilitem o desenvolvimento dos objetivos propostos;
2. Criar e disponibilizar eletronicamente uma base de dados científica, de interesse para a CVP e demais comunidade, visando o fácil acesso ao atual estado da arte;
3. Implementar meios de comunicação que visem a correta informação acerca dos efeitos dos vaporizadores pessoais na saúde pública;
4. Analisar e, sendo necessário, esclarecer a opinião pública acerca de toda e qualquer informação veiculada por terceiros;
5. Desenvolver um documento de perguntas e respostas, a ser disponibilizado publicamente;
6. Criar um manual de boas práticas, a ser distribuído pelas empresas do setor;
7. Caracterizar, estatisticamente, a CVP e analisar os efeitos das mais recentes campanhas negativas;
8. Estabelecer vias de comunicação, análise e investigação com diversos organismos públicos e privados, nomeadamente com responsabilidade no setor legislativo e da saúde pública;
9. Organizar nacionalmente ou fazer-se representar internacionalmente em, pelo menos, um evento de reconhecida importância para a CVP.

Aos inscritos, brevemente receberão um e-mail, contendo informação relativa aos procedimentos necessários à formalização da sua inscrição enquanto associado da APORVAP.

Porque juntos seremos mais fortes, contamos consigo!

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