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Resposta às declarações da Diretora-Geral da Saúde à TSF

No passado dia 15 de fevereiro, foi publicada uma entrevista à Senhora Diretora-Geral da Saúde, onde, Dra. Graça Freitas, referiu que a DGS

“ temos pessoas que acompanham muito bem esta questão dos produtos do tabaco, do que é que esses produtos impactam na saúde humana, do risco, e do que é o risco de se dar a sensação de que este não faz tão mal, e então como não faz tão mal vamos fumar ”.

Neste sentido, vem a APORVAP clarificar que, tal como a DGS, também nós temos várias pessoas a acompanhar muito bem esta temática. Tão bem, ao ponto de termos necessidade de fazer um apelo à Sr.ª Diretora, relativo aquele que consideramos o ponto primário de distinção entre os referidos produtos. Fumar não é o mesmo que vaporizar. Declarações como esta, proferidas por quem tem responsabilidade acrescida e influi nos demais, deverá ser, no mínimo, mais coerente na terminologia. Vaporizar não emite fumo, não está sujeito a combustão e tampouco contém tabaco! Podemos, inclusive, quantificar esta diferença, bastando, para isso, referir que o fumo está sujeito a cerca de 6.000 substâncias químicas – com mais de 60 sendo cancerígenas -, cerca de 99% mais do que o vapor dos cigarros eletrónicos!

Quando questionada se os dados científicos apoiam esta ideia de “falsa segurança”, a Sr.ª Diretora responde, sem hesitar, que “exatamente, existe risco, obviamente que existe risco e a falsa segurança é mesmo falsa”.

Esta afirmação é, em parte, pela APORVAP considerada como válida. É um facto que os cigarros eletrónicos não são isentos de risco, ou seja, não são inócuos. Todavia, esta análise só faz sentido se a consideramos num universo de aplicação a não fumadores. Ora, considerando que, tal como é defendido pela APORVAP, os cigarros eletrónicos se destinam, em exclusivo, a atuais fumadores, torna-se desprovida de senso! Se, ao invés, se fizer uma consideração do risco e/ou segurança dos mesmos em comparação com o cigarro convencional, este risco e/ou segurança, é reduzida em cerca de 95%. E sim, estes são dados científicos válidos, que resultam da investigação científica independente e que são hoje a bandeira de ministérios da saúde de países que, ao contrário de Portugal e da DGS – que, até à data, não desenvolveu qualquer investigação nesta matéria – decidiram investigar antes de concluir o que quer que seja.

Refere, por fim, que

“está a aumentar o consumo, nomeadamente entre os jovens, em países que começaram a utilizar este tipo de produtos há mais anos do que nós e isso é uma perversidade destes produtos”.

Uma vez mais, consideramos esta afirmação como válida. Infelizmente, só em parte! É um facto que o consumo destes produtos está a aumentar, mas não em jovens. Está a aumentar nos tais países que, ao contrário de Portugal, desencadearam investigação científica e que, em resultado da mesma, implementaram medidas de redução de risco e de incentivo à segurança dos seus cidadãos, apoiando os cigarros eletrónicos como medida para tal. E não, não falamos de países de terceiro mundo. Falamos, especificamente, da França e da Inglaterra, onde, anualmente, os respetivos ministérios de saúde apoiam cerca de 60 mil pessoas a deixar de fumar e a enveredar pelos cigarros eletrónicos.

A APORVAP, enquanto órgão que representa os consumidores e profissionais dos vaporizadores pessoais em portugal, convida a Sra. Diretora-geral a visitar o nosso sítio de internet, nomedamente a sua secção de perguntas frequentes, a fim de obter um esclarecimento mais aprofundado sobre os “cigarros eletrónicos”.

Adicionalmente, voltamos a mostrar total disponibilidade para trabalhar em conjunto, com a DGS ou qualquer outro organismo, no sentido de minimizar e esclarecer os tais problemas identificados na entrevista enquanto urgentes combater.

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